Renascimento

Renascimento

Rebirthing, renascimento, é uma técnica rápida, forte e sem contra indicações. O fio condutor dessa abordagem é a respiração conectada, isto é, sem pausas e pela mesma via, e através desse tipo de respiração cria-se um “movimento energético” que propicia recodificação de padrões e crenças de forma cada vez mais favorável à vida.
Renascimento tanto pode acontecer em grupo, quanto em sessões individuais e entre seus muitos propósitos está a expansão da consciência e da capacidade respiratória.
“Renascimento não é uma disciplina, é uma inspiração. Não é ensinar a uma pessoa como respirar, mas sim o ato intuitivo e agradável de aprender como respirar com a própria respiração. Este ritmo é intuitivo e o objetivo é respirar energia de vida, bem como ar” (Leonardo Orr).

Renascimento é uma meditação profunda, que utiliza respiração para o auto-conhecimento. É um instrumento simples, eficaz e poderoso para os querem se conhecer melhor e “resolver” padrões, traumas e costumes do passado.

Fazer renascimento é como fazer uma “faxina” interior. Muitas vezes sabemos que determinados comportamentos já não nos servem mais, como se usássemos uma roupa apertada que nos incomoda todo o tempo, mas tentamos nos mostrar à vontade, sem sucesso.

A respiração conectada libera memórias presas no passado a nível corporal, como tensões crônicas e dores somáticas; a nível emocional, como angústias, medos e raiva, por exemplo; a nível de recordações mentais, transformando pensamentos e julgamentos negativos em positivos. Propicia um mergulho profundo dentro do si mesmo, trazendo mais vitalidade, alegria, espontaneidade e espiritualidade. Possibilita a renovação psicológica e uma ampliação da consciência. E, o mais importante, a essência do renascimento: uma respiração mais livre e prazerosa.



UM POUCO DA HISTORIA DO RENASCIMENTO

Na década de 70, o filósofo e teólogo americano Leonardo Orr, acreditava que muito dos problemas que enfrentara ao longo da vida estavam relacionados com seu trauma de parto. Para conseguir essas memórias da sua vida intra-uterina e de seu nascimento, resolveu fazer experiência na sua banheira. Passou a ficar várias horas imerso em água morna, a fim de verificar se a energia traz memórias. Em um determinado dia sua respiração adquiriu um certo ritmo e uma certa intensidade e ele então sentiu em seu corpo sensações nítidas de sua vida pré-natal. Continuou a fazer seus experimentos e toda vez que sua respiração tomava tal ritmo ele experimentava memórias corporais e emocionais daquela época.

Esse processo durou aproximadamente dois anos, com ele atribuindo no início tais memórias a água morna. Com a prática percebeu que a respiração que proporcionava tal liberação.

Ao relatar suas experiências a amigos, esses se interessaram em passar pelo processo, ao qual eles deram o nome de Rebirthing – literalmente – renascendo.

No Brasil foi traduzido por renascimento. Esse nome foi dado porque se acredita que essa prática propiciava as recordações de seu nascimento.

Em uma determinada sessão de renascimento, uma das pessoas que iria participar, antes de entrar na água, iniciou a respiração com o ritmo proposto pelo Orr e entrou “no processo”. Foi nesse momento que descobriram que renascimento poderia ser feito a “seco”, isto é, sem estar dentro da água, ou também, poderia ser realizado dentro da água. Os detalhes do inicio desse movimento pode ser lido no livro Renascimento na Nova Era, de Leonardo Orr e Sondra Ray, editora Gente.



SESSÃO DE RENASCIMENTO

A sessão de renascimento dura em média uma hora. Pode variar entre quarenta e cinco minutos e duas horas. O importante é que uma sessão se constitui em um ciclo completo. Inicia-se com a respiração conectada e entre cinco e dez minutos começa-se a sentir a energia a circular no corpo. A sessão vai se intensificando, a energia crescendo até chegar a um relaxamento profundo quando o bem-estar se espalha pelo corpo.

Caso a pessoa não tenha tensões essa experiência é realmente maravilhosa, onde a pessoa pode se sentir unificada com o todo. A Grande Atmosfera (externa) e a pequena atmosfera (interna) se tornam Uma e é possível se sentir reconectado, religado com a fonte da vida (o ar), com o Cosmos, com Deus.

Entretanto, a história de cada um de nós não é sempre tão livre, confiante e receptiva. Muitas coisas aconteceram desde a hora da concepção até hoje, que estão sujeitas a nos desviar dessa unidade com o Universo, criando tensões, medos, defesas, sensações de temor à vida que limitam a respiração e nos faz acreditar que estamos sozinhos e desconectados da Natureza Divina, imbuídos da crença de que apenas através do esforço e da luta conseguiremos sobreviver nessa batalha da vida.

Sentimentos e pensamentos negativos como esses, dentro do nosso interior, está sujeito a não nos deixar nunca, às vezes nem dormindo. A mente procurando se apegar a antigas estratégias de sobrevivência ou criando novas estratégias de resistência.

Quando praticamos a respiração conectada o que quer que sei a contrário à vida, que nos impede de sermos verdadeiros, autênticos e simples vem à tona. Não tudo de uma vez, pois não agüentaríamos. E preciso que ampliemos nossa consciência devagar, com cuidado. Tomemos a imagem de uma cebola com muitas e muitas camadas, para visualizarmos nossa personalidade. Cada sessão de Renascimento “descasca” uma dessas camadas, possibilitando que nos aproximemos mais do nosso centro, da nossa essência.

De modo que, quando iniciamos a sessão de respiração e que começamos a sentir a energia, havendo tensão (a nível corporal, emocional , mental ou espiritual), ou mágoa, ou raiva ou energia presa a trauma ocorrido no passado, essa energia se intensifica na tensão até conseguir desbloquear e limpar os canais de energias finas. Dependendo do nível de tensão esse processo de desbloqueio pode ser até mesmo doloroso e dramático.

Entretanto, quando a energia bloqueada (tensão) é dissolvida, experimentamos relaxamento profundo, paz interior, serenidade, gratidão e vitalidade.

O Renascimento nos auxilia a contar nossa história de traz para frente, facilitando-nos a encontrar sentido no “fio” da nossa vida, na “linha” que percorremos e percorreremos em busca de realização interior.




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